Tim Lopes - O crescimento da violência no Rio de Janeiro

Cerca de 15 anos atrás, os bairros que circundam o conjunto de morros e favelas do Alemão eram exclusivamente residenciais e calmos. A tranqüilidade se transformou em medo. Hoje, moradores dos bairros de Inhaúma, Ramos, Olaria e Penha, que não tiveram condições de se mudar, vivem às margens da criminalidade.

São 13 favelas no conjunto do Alemão, onde vivem 250 mil pessoas, em cerca de cem mil casas e barracos.

De acordo com a Delegacia de Repressão a entorpecentes, cerca de 400 traficantes trabalham chefiados por Elias Pereira da Silva, o Elias Maluco, que seria o autor do assassinato do jornalista Tim Lopes.

Foi em uma das favelas da região, que Tim Lopes fez as imagens da reportagem sobre a feira de drogas, que deu ao repórter, o primeiro prêmio Esso de jornalismo, no ano passado.

Na Vila Cruzeiro, onde foi morto o jornalista, nenhum morador quis falar sobre o clima de medo que está vivendo.

Segundo a Associação de Dirigentes do Mercado Imobiliário, de seis anos para cá, com o aumento da violência, houve uma estagnação no setor, por conta do avanço das favelas nos bairros da região.

“A região da Leopoldina, por exemplo, poderia ter sido desenvolvida se não tivesse tanta influência de favela. Quem é que quer viver vizinho de bala perdida, e vizinho de violência? Ninguém mais. E isso, o cidadão começa a enxergar a partir de agora. O índice de segurança é um grande argumento de venda. E que segurança a gente leva para esses empreendimentos? Nós não temos segurança para vender esses empreendimentos”, afirma Rubem Vasconcellos, presidente da associação.

Fonte: Rede Globo : rjtv online

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